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5º Fórum Redecomep propõe reflexões sobre o futuro das redes

[RNP, 17.06.2009]


    No dia 28 de maio, foi realizado o 5º Fórum da iniciativa Redes Comunitárias para Educação e Pesquisa, em Pernambuco. O encontro contou com a presença do diretor de Serviços e Soluções da RNP José Luiz Ribeiro Filho, dos coordenadores regionais da iniciativa e com representantes dos comitês gestores das redes metropolitanas e das redes comunitárias da expansão para o interior.

    O status das redes, a importância da manutenção da infraestrutura e soluções tecnológicas para a última milha e para o gerenciamento das redes estiveram entre os temas do Fórum. A coordenação do projeto também promoveu um debate sobre a sustentabilidade das redes, para que os presidentes dos comitês gestores trocassem experiências.

    A Coordenadora Técnica da Redecomep, Cybelle Oyama, fez uma exposição sobre o status das Redecomep. Atualmente, dez redes metropolitanas estão em operação: Manaus (MetroMao), Macapá, Belém (MetroBel), Fortaleza (GigaFor), Natal (GigaNatal), Brasília, Goiânia (MetroGyn), Vitória (MetroVix), São Paulo (MetroSampa) e Florianópolis (Remep). Campina Grande e Salvador (Remessa) sejam as próximas a serem inauguradas, em junho e julho respectivamente.

    O consultor da RNP, Joaquim Fanton, apresentou o “Termo de Referência - contratação de serviços de manutenção de redes ópticas”, que propõe um modelo de especificação para subsidiar os comitês gestores das redes metropolitanas na contratação deste serviço. Fanton destacou a importância da realização de manutenções preventivas, que compreendem atividades rotineiras realizadas de acordo com um cronograma definido pelo comitê gestor da rede. Práticas como inspeções dos cabos ópticos, das infra-estruturas (por exemplo limpeza e estado das caixas subterrâneas)  tendem a reduzir a necessidade de manutenções emergenciais, que exigem a interrupção das atividades da rede.

    Na palestra “Redecomep: benefícios alcançados e reflexões sobre o futuro”, apresentada pelo Diretor Adjunto de Soluções da RNP, Gorgonio Araújo, e a coordenadora de Informações da Redecomep , Vanessa Macedo, foi proposta uma série de questões sobre a sustentabilidade das redes, entre elas reflexões sobre as formas de custear a manutenção da infra-estrutura, como rateio entre as instituições integrantes e investimentos de parceiros governamentais (estado e município). Outro ponto de destaque foi o debate sobre o papel das Redes Metropolitanas no âmbito de pesquisa e desenvolvimento e ações ligadas à educação e inclusão digital.

    A maioria das redes em operação tem atuado como uma infra-estrutura facilitadora para os projetos colaborativos das universidades e centros de pesquisa conectados. Os representantes dos comitês gestores discutiram formas de institucionalização dos consórcios – formas de organizar a gestão das redes, simplificando processos como a contratação de serviços de manutenção, compra de equipamentos e inclusão de novos integrantes ou parceiros.

    O engenheiro de tecnologia José Carneiro Maranhão Neto, da empresa Padtec, apresentou a tecnologia de redes ópticas passivas como uma opção para última milha, em especial em cenários que visam a otimização de uso de fibras ópticas.   

    A tecnologia de fibras passivas utiliza terminais de linhas ópticas (OLT) para dividir o sinal em diferentes faixas de frequência para transmitir e receber diversos pacotes de informação.  Considerando a grande capacidade de banda de uma fibra, a divisão do sinal ainda assim permitiria taxas superiores a serviços de banda larga convencionais.

    O sistema de fibras ativas usa switches e equipamentos para iluminação dos pares que, dependendo do número de pontos adicionais e de sua localização, podem encarecer a implantação.  A decisão quanto à adoção desta tecnologia caberá aos comitês técnicos e gestores, juntamente à coordenação do projeto.

    Na última palestra do dia, o consultor em Gerência de Produtos OSS Telecom, Geovane Cayres Magalhães, do CpQD, apresentou os Operational Support Systems (OSS) e o produto do CPqD  para a gerência de plantas. Estes sistemas são usados por operadoras de telecomunicações para gerenciar inventários, cronogramas de manutenção, conectividade, provimento de serviços, configuração de componentes e acompanhar as falhas na rede.

    Geovane falou das vantagens da aplicação de OSS nas redes e das dificuldades encontradas para a gestão de infra-estruturas que não recorrem a estes sistemas, especialmente na centralização de dados sobre o funcionamento da rede.

    O Fórum foi encerrado com uma sessão administrativa em que coordenadores nacionais e supervisores regionais esclareceram às dúvidas de integrantes dos comitês gestores e técnicos.